A cremação é um rito funerário que está se tornando cada vez mais popular em todo o mundo. Apesar de sua crescente popularidade, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que realmente acontece durante esse processo. Um funcionário de um crematório compartilhou recentemente detalhes fascinantes e, por vezes, surpreendentes sobre o que de fato ocorre com o corpo humano durante a cremação. Este ensaio detalha as etapas da cremação, as mudanças físicas e químicas pelas quais o corpo passa e as considerações éticas e ambientais que envolvem essa prática.
1. O processo de cremação
1.1. Preparando o corpo
Antes da cremação, o corpo deve ser preparado. Isso inclui a identificação correta do falecido, a obtenção das autorizações necessárias e a verificação da presença de quaisquer dispositivos médicos ou próteses que possam causar problemas durante a cremação.
Identificação: O corpo é cuidadosamente etiquetado para evitar erros.
Autorizações: Os documentos legais, incluindo a autorização de cremação, devem estar em ordem.
Remoção de objetos metálicos: Próteses, marcapassos e outros dispositivos metálicos são removidos para evitar reações perigosas durante a cremação.
1.2. A câmara de cremação
O corpo é colocado em um caixão ou recipiente inflamável e, em seguida, levado para a câmara de cremação, também chamada de crematório. Essa câmara é projetada para atingir temperaturas extremamente altas, geralmente entre 760 e 980 graus Celsius (1400 e 1800 graus Fahrenheit).
Altas temperaturas: Essas temperaturas são necessárias para reduzir o corpo a cinzas.
Cremação: O caixão ou a sepultura também se decompõem durante o processo.
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2. Transformações físicas e químicas
2.1. Evaporação de líquidos
A primeira etapa da cremação envolve a evaporação dos fluidos corporais. Sob a influência do calor intenso, os fluidos corporais evaporam rapidamente.
Desidratação: Os tecidos moles começam a ressecar e a contrair.
Perda de volume: O corpo perde parte de sua massa devido à perda de água.
2.2. Queimaduras de tecidos moles
Os tecidos moles, incluindo pele, músculos e órgãos internos, começam a queimar. Essa combustão produz gases e cinzas.
Oxidação: O tecido mole é oxidado, ou seja, reage com o oxigênio produzindo calor, luz e gases.
Cinzas: O resíduo sólido dessa combustão consiste principalmente em cinzas.
2.3. Calcinação dos ossos
Os ossos mais resistentes ao calor passam por um processo chamado calcinação. Sob calor intenso, os ossos se quebram em fragmentos menores e eventualmente se desfazem em pó.
Fragmentação: Os ossos são quebrados em pedaços menores.
Pulverização: Os fragmentos ósseos são então pulverizados até obter uma consistência fina, semelhante a cinzas.
3. Restos da cremação
3.1. De como
As cinzas restantes após a cremação consistem principalmente em fragmentos ósseos pulverizados. Essas cinzas são recolhidas e colocadas em uma urna, que é então entregue à família do falecido.
Volume: O volume das cinzas varia dependendo do tamanho e da densidade óssea do falecido, mas geralmente fica em torno de 2 a 3 litros.
Composição: As cinzas contêm principalmente minerais como cálcio e fósforo provenientes dos ossos.
3.2. Metais